terça-feira, outubro 12

Terror Moderno - Parte 1

Gosto muito de ver filmes de terror. Acho espetacular aquela adrenalina que sentimos quando estamos vendo, e acredito que não seja um sentimento apenas meu, pois se fosse, os filmes de terror não seriam tão vistos no mundo todo como são.

Mas as vezes me pergunto se os filmes que são feitos hoje são tão bons quanto os feitos no passado. Pelo menos de uma certa forma. Não sou fã de filmes antigos, especialmente os muito antigos, mas tenho que tirar o chapéu para alguns filmes de terror, que me fizeram ficar bastante tenso. Porém queria focalizar em três específicos aqui nesse post.

Clássicos inconfundíveis do final da década de 70 até a década de 80, "A Hora do Pesadelo" ("A Nightmare on Elm Street"), "Halloween" e "Sexta-Feira 13" ("Friday the 13th") foram filmes que me assombraram durante minha infância, pré-adolescência, adolescência (quando eu de fato tomei coragem pra assistir) e até hoje, na verdade. Mas calma, eles não me assombraram de me deixar com medo (alguns sim!), mas de ficarem martelando em minha mente.
Enfim, esses são os três filmes que podem simbolizar uma nova era nos filmes de terror, a de assassinos inexplicavelmente imortais e com sequências tipo pop-up: de repente surgia uma. Mas de fato são filmes que marcaram uma geração inteira, e na verdade ainda fazem escola. Como todo bom filme dos anos 80 (com exceção de "Halloween", o mais antigo da turma mas ainda sim podemos ver uns traços), seus exageros podem ser sentidos aos montes, especialmente em "A Hora do Pesadelo". Saíamos de uma época em que filmes de terror tinham uma temática muito adulta, como "O Bebê de Rosemary", por exemplo (ótimo, diga-se de passagem). Então, qual é a fórmula para se colocar jovens dentro de um cinema? Jovens, e mulheres principalmente, semi-nuas, com adrenalina e testosterona escorrendo pela tela do cinema. Sucesso absoluto! Não precisava ter história, e de fato não tinha.
Hoje, felizmente, a história é outra. Ainda queremos ver a adrenalina e a testosterona escorrendo pela tela do cinema, mas queremos ver isso envolto em uma história, algo que tenha conexão com, no mínimo, a história que está se contando na tela. Por isso esses filmes, quando refilmados hoje, possuem uma temática um pouco mais séria. Podemos comprovar isso nos cartazes (imagem acima). Os cartazes dos filmes antigos são coloridos!!! Os de hoje são mais sóbrios e sombrios, mais "reais".
As histórias são mais complexas, e esse fato fica bastante evidente no novo "Halloween", onde podemos ver que a trama toda do filme se baseia na história, e não nas mortes em si ou como são provocadas. Os novos "A Hora do Pesadelo" e "Sexta-Feira 13" já não tem tanta sorte nesse quesito, mas mesmo assim dão uma balanceada bacana entre o esdrúxulo e o inteligente. São filmes que funcionam em seu mundo, mas fora dele, dificilmente teriam uma vida longa ou sucesso se não fosse pelo nome famoso. O único, na verdade, que poderia ter essa vida sem o irmão famoso seria "Halloween", pois o diretor Rob Zombie (o cara foi feito pra fazer filme de terror!) soube conduzir um filmaço, brincando com o horror gráfico e psicológico de forma magistral. Ah, e tanto no primeiro quanto no segundo. "Sexta-Feira 13" ficou mais do mesmo, mas dá pra matar(!) a saudade do nosso querido amigo de todas as horas, Jason Voorhees. O mais recente que vi foi "A Hora do Pesadelo", e não me empolguei em todo o filme, mas me assustei em algumas partes. Eficaz, porém poderia ter sido melhor.
Comparados aos antigos, pela nova roupagem, prefiro os mais novos mesmo, mas olhando com o aspecto de mitificação, os antigos são, de fato, superiores. Assim, hoje, pra você ver um filme que te faça pular da cadeira de susto, você deve partir para os filmes de terror sobrenaturais, estilo "Atividade Paranormal" (não assistam, diga-se de passagem) ou bem gore, como o ridículo "O Albergue" e (o primeiro) "Jogos Mortais". Porém, os filmes que mencionei aqui funcionam perfeitamente como suspenses bem bolados, e que têm o adendo de já possuirem uma história muito abrangente em cima de seus protagonistas tão famosos.
Ah, e que venha "Pânico 4", que não é uma refilmagem, mas promete uma remodelação nas "regras do terror". Se é verdade eu não sei, mas com certeza vou estar lá pra comprovar se é ou não.
P.S: Falarei mais dos protagonistas na segunda parte dessa postagem!